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Novidade para facilitar as taxas de publicação



Em um movimento bacana para abordar as desigualdades na publicação científica, a Elsevier introduziu um programa piloto inovador conhecido como Geographical Pricing for Open Access (GPOA). A iniciativa pretende revolucionar o mundo da publicação acadêmica, tornando as taxas de processamento de artigo das revistas de acesso aberto mais acessíveis para autores de países de baixa e média renda. Esta abordagem única e ambiciosa deverá entrar em vigor a partir de janeiro de 2024 e deverá remodelar o panorama da publicação científica.


1. Adaptando os preços às realidades econômicas


O modelo GPOA é o primeiro deste tipo na indústria editorial. A decisão da Elsevier de estruturar os encargos da publicação de artigos com base nas condições econômicas locais e na renda média dos países representa um salto gigantesco no sentido da democratização do acesso à ciência. Ao adotar uma estrutura de preços ligada ao Produto Interno Bruto per capita, um indicador amplamente aceito, a Elsevier pretende eliminar as barreiras financeiras que historicamente impediram investigadores e instituições de países de baixa e média renda de publicarem em revistas de acesso aberto.

Esta abordagem está alinhada a organizações internacionais como a "Research4Life" e espera-se que promova a inclusão no mundo acadêmico.



2. Capacitando Autores e Instituições com uma Estrutura de Preços Transparente

O programa piloto inclui 142 periódicos da própria Elsevier e sua estrutura de preços é definida pelo nível de renda do país do autor correspondente. Esta estrutura categoriza os países em quatro grupos: subgrupos de baixa renda, renda média-baixa e renda média-alta. Autores de países de baixa renda, classificados pelo Banco Mundial a partir de julho de 2023, não pagarão nada para publicar.


Este modelo de preços foi concebido para tornar a publicação mais acessível aos autores e instituições, ao mesmo tempo que leva em conta as condições econômicas únicas e os desafios enfrentados pelos diferentes países. Isto não só ajuda os autores, mas também capacita as instituições e incentiva a colaboração internacional.


3. Rumo a um ecossistema de publicação acadêmica mais inclusivo

O sucesso desse programa provavelmente encorajará outras editoras a explorar iniciativas semelhantes, promovendo, em última análise, uma comunidade de investigação global mais equitativa e inclusiva. Neste mundo cada vez mais interligado, promover a igualdade de acesso ao conhecimento e à investigação não é apenas um imperativo moral, mas um passo vital para o progresso científico e a inovação global.


O mundo da publicação em acesso aberto está evoluindo e estas abordagens inovadoras têm o potencial de redefinir a forma como pensamos sobre o assunto. Embora seja essencial permanecer vigilante e garantir que estes novos modelos beneficiem genuinamente a comunidade de pesquisa global, eles indicam que as editoras estão trabalhando ativamente para se adaptarem às novas exigências da comunidade acadêmica e tornar a investigação de qualidade mais acessível a todos. No final, o sucesso destes modelos será determinado por sua capacidade de alcançar uma estrutura de preços justa, transparente e globalmente equitativa para a publicação acadêmica.


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