• Flavia P. Zanotto

A Colaboração científica e seus benefícios

A boa ciência nunca é conduzida no vazio. A colaboração científica é uma parte importante da pesquisa bem-sucedida e, sem colaboração, os cientistas podem perder boas idéias. Os cientistas que se deslocam entre países ao longo de sua carreira, são instrumentais para essa colaboração. Movimentos sociais e políticos recentes, como o Brexit e a proibição de viagens nos Estados Unidos, têm o potencial de ameaçar a colaboração científica. Esses movimentos diminuem a capacidade dos cientistas de viajar, o que pode impedir que pesquisas confiáveis ​​e boas idéias se espalhem.

Os efeitos da colaboração

Os cientistas não precisam se mover muito para colaborar de forma eficaz, mas o trabalho dos cientistas que viajam pessoalmente para outros países tem um impacto maior na comunidade científica. Isso ocorre porque seu trabalho se espalha rapidamente para diversos cantos do mundo, atraindo cientistas interessados ​​e com perspectivas variadas. Nos últimos anos, vários estudos provaram que a mobilidade dos cientistas está correlacionada com a quantidade de colaboração da qual participam. Essa maior quantidade de colaboração também está correlacionada ao impacto científico.

Abertura e impacto científico

Caroline Wagner, cientista social da Ohio State University, estudou como a abertura de um país à colaboração científica e à diversidade afeta sua produtividade e impacto científicos. Ela e seus colegas analisaram vários fatores. Isso inclui a facilidade com que os pesquisadores podem entrar ou sair de um país e o impacto do gênero ou da diversidade racial. O trabalho de Wagner mostra que a abertura de um país é um poderoso indicador de quanto a ciência se torna impactante. Embora o investimento em pesquisa e desenvolvimento seja importante, a abertura de um país foi um melhor previsor de quanto o conhecimento científico de um país se espalharia, e o quanto esse país seria atraente para aqueles com novas idéias. Alguns países estão adotando o trabalho de Wagner e fazendo um esforço conjunto para aumentar a diversidade e a colaboração. De acordo com cientistas que estudam o fenômeno, esses países podem em breve desafiar as atuais potências científicas globais.

A falta de abertura global à colaboração científica pode ter impactos de longo alcance, afetando muitas pessoas dentro e fora da comunidade científica. Os cientistas do sexo masculino são geralmente mais móveis do que os cientistas do sexo feminino, e as restrições à mobilidade podem ampliar essa divisão. As redes científicas locais não progridem sem a cooperação internacional, afetando o cotidiano de cientistas e não-cientistas. Sem novas idéias, a inovação poderia parar, desacelerando o progresso na comunidade científica.

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